Bem Vindo

Bem Vindo

O meu retrato

Cristina

hiperactiva de corpo, alma , espírito e raciocínio
professora de Matemática en retraite
Barata mas sem sangue de bARATA

de paixões diversas- os filhos, a dança, os animais e a ecologia

SUPER ROMÂNTICA

morena mas inteligente

Claro que os homens preferem as louras
mas casam com as morenas (foi o meu pai que disse)





sábado, 5 de junho de 2010

A Importância do Cromossoma Y


Sempre quis ter uma menina. Quando pensava em ter filhos imaginava sempre os vestidinhos, os lacinhos e claro duas tranças como eu usei durante muitos anos. Tinha certeza que queria que a minha filha, tivesse a seu tempo, a oportunidade de ser uma bailarina, para compensar a minha frustação de não o ter sido. Mas Deus deu-me dois rapazes. E claro a possibilidade de exercitar o meu instinto maternal no sexo oposto.

Ao princípio tudo parece lindo. Toda a gente aprecia um menino, porque é tal e qual a cara do pai, porque dorme muito bem, e para a mãe há um certo orgulho em dar ao seu companheiro um colega de brincadeiras, em ter conseguido duplicar o cromossoma y. Pelo menos eu penso ter sentido algo assim. Sendo menino ou menina, ter o primeiro filho é um momento de glória, a maior felicidade do mundo, a certeza de estar a começar uma nova fase na vida.

Penso que com o contacto com as outras crianças e principalmente com a entrada na pré-primária o rapaz revela o seu lado masculino, ou não... Todos acham piada à menina que gosta de jogar à bola e anda com os rapazes sempre a correr e a trepar. Tanta graça acham que até lhe arranjaram esse nome de “maria rapaz”. E se o rapazinho não gosta de lutas e de jogar à bola? E se o menino tem sensibilidade a mais para o seu género? É o quê? Mariquinhas pede salsa. Porque um homem não chora. Este menino não se integra com os outros. E é num meio feminino que os rapazes têm de se enquadrar ao chegar à escola. Um meio em que se valoriza a calma e a atenção e em que as crianças mais agitadas são catalogadas são denominadas de hiperactivas. São mais uma vez os rapazes que se desviam desse comportamento certinho que as professoras querem incutir nos alunos.

Digo isto com a experiência de mãe e de professora. Há muitos anos que acho que a nossa sociedade é mais benevolente com as raparigas do que com os rapazes. São mais arranjadinhas com as suas coisas, são as princesas queridinhas que gostam de ler a “Bravo”, podem chorar num filme, e acham os animaizinhos amorosos. E os rapazes?