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E.T. O Extraterrestre

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    E.T. O Extraterrestre é um filme de ficção científica realizado por Steven Spielberg em 1982. Conta a história de um rapaz de nome Elliot (representado por Henry Thomas) que encontra um ser de outro planeta. Ele e a sua irmã (Drew Barrymore) tentam esconder o ET dos adultos, nomeadamente da mãe (Dee Wallace) e principalmente dos homens do Governo. A amizade entre Elliot e o ser de outro planeta é absolutamente comovente e levou-me às lágrimas nas três vezes em que vi o filme no cinema. Encontrei no You Tube a filmagem da audição original  feita ao pequeno Henry Thomas para o papel neste filme. Pode ver o que o Henry fez de improviso no vídeo seguinte:    -------------------------------------------------------------------------------------------      Fontes:    https://www.adorocinema.com/filmes/filme-29718/  https://www.youtube.com/watch?v=qYAETtIIClk  https://pt.wikipedia.org/wiki/E.T._O_Extraterrestre  https://www.y...

Novos Emigrantes Portugueses

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 " Para os braços da minha mãe " é uma canção composta e interpretada por Pedro Abrunhosa que pertence ao seu álbum de 2013, Contramão. Neste videoclipe a canção é gravada ao vivo e cantada com a participação do fadista Camané.     Cheguei ao fundo da estrada Duas léguas de nada Não sei que força me mantém É tão cinzenta a Alemanha E a saudade tamanha E o verão nunca mais vem Quero ir para casa Embarcar num golpe de asa Pisar a terra em brasa Que a noite já aí vem   Quero voltar Para os braços da minha mãe Quero voltar Para os braços da minha mãe   Trouxe um pouco de terra Cheira a pinheiro e a serra Voam pombas No beiral Fiz vinte anos no chão Na noite de Amsterdão Comprei amor Pelo jornal Quero ir para casa Embarcar num golpe de asa Pisar a terra em brasa Que a noite já aí vem   Quero voltar Para os braços da minha mãe Quero voltar Para os braços da minha mãe   Vim em passo de bala Um diploma na mala Deixei o meu amor pra trás   Faz tanto frio...

o trabalhador da construção

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  Construção  Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido   Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima    Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música   E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego  ________________________________   Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho seu como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado   Subiu a construção como se fosse ...

um poema de António Gedeão

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    Calçada de Carriche   Luísa sobe, sobe a calçada, sobe e não pode que vai cansada. Sobe, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe sobe a calçada.  Saiu de casa de madrugada; regressa a casa é já noite fechada. Na mão grosseira, de pele queimada, leva a lancheira desengonçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.   Luísa é nova, desenxovalhada, tem perna gorda, bem torneada. Ferve-lhe o sangue de afogueada; saltam-lhe os peitos na caminhada. Anda, Luísa. Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.  Passam magalas, rapaziada, palpam-lhe as coxas, não dá por nada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.  Chegou a casa não disse nada. Pegou na filha, deu-lhe a mamada; bebeu da sopa numa golada; lavou a loiça, varreu a escada; deu jeito à casa desarranjada; coseu a roupa já remendada; despiu-se à pressa, desinteressada; caiu na cama de uma assentada; chegou o homem, ...

namoro com drama

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 Sei lá Eu sei lá, em que dia da semana vamos, Sei lá, qual é a estação do ano, Sei lá, talvez nem sequer queira saber. Eu sei lá, porque dizem que estou louca, Sei lá, já não sou quem fui sou outra, Sei lá, pergunta-me amanhã talvez eu saiba responder. Eu juro, eu prometo e eu faço, e eu rezo, Mas no fim o que sobra de mim, E tu dizes coisas belas, histórias de telenovelas, Mas no fim tiras mais um pouco de mim, Então força leva mais um bocado, Que eu não vou a nenhum lado, Leva todo o bom que há em mim, Que eu não fujo, eu prometo, eu perdoo e eu esqueço, Mas no fim o que sobra de mim. Mas tu sabes lá, as guerras que eu tenho, Tu sabes lá, as canções que eu componho, Tu sabes lá, talvez nem sequer queiras saber. Mas tu sabes lá, da maneira que te amo, Tu sabes lá, digo a todos que é engano, Tu sabes lá, pergunto-te amanhã mas não vais saber responder. Eu juro, eu prometo e eu faço, e eu rezo, Mas no fim o que sobra de mim, E tu dizes coisas belas, histórias de telenovelas, Mas no...

A vida trágica de um matemático genial

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Évariste Galois (1811- 1832) Évariste Galois foi um grande matemático francês da primeira metade do século XIX. Nasceu em 1811 numa região ao sul de Paris e até aos 11 anos foi ensinado pela sua mãe. Só aos 12 anos entrou num liceu. Desde a infância Galois interessou-se pela política já que o seu pai foi eleito prefeito quando ele tinha quatro anos. Isto aconteceu no tempo em que Napoleão Bonaparte retornou ao poder durante 100 dias. Havia grande agitação política em França devido ao confronto entre republicanos e monárquicos. Mas o maior interesse de Galois era pela Matemática. Não era à Matemática que lhe ensinavam no liceu que ele dedicava a sua atenção. Era um auto-didata, lia e estudava matemáticas superiores e abstratas. No liceu atormentava os professores ao distrair os seus colegas das matérias que lá lecionavam. Tinha tal nível de conhecimentos matemáticos que superavam e muito os dos seus professores. O seu temperamento explosivo e contestatário fazia com que os professores a...

A melhor arma

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  Arma Secreta Tenho uma arma secreta ao serviço das nações  Não tem carga nem espoleta mas dispara em linha recta mais longe que os foguetões. Não é Júpiter, nem Thor, nem Snark ou outros que tais. É coisa muito melhor  que todo o vasto teor  dos Cabos Canaverais. A potência destinada às rotações da turbina não vem da nafta queimada nem é de água oxigenada nem de ergóis de furalina. Erecta, na torre erguida, em alerta permanente, espera o sinal da partida Podia chamar-se vida. Chama-se amor, simplesmente. in Máquina de Fogo (1961) António Gedeão António Gedeão é o pseudónimo literário do professor de Físico-Quimica, divulgador da Ciência e poeta Rómulo de Carvalho (1906-1997). Estátua dos combatentes contra os franceses castelo de Torres Vedras ------------------------------------------------ Fonte: https://www.escritas.org/pt/t/2940/arma-secreta